terça-feira, 26 de julho de 2011

De olho no ENEM 2011. FIQUE LIGADO!

                            ENEM 2011- Excerto do edital  / REDAÇÃO

6.7.6 A redação é corrigida por dois corretores de forma independente, sem que um
conheça a nota atribuída pelo outro. A nota final corresponde à média aritmética simples das notas atribuídas pelos dois corretores.
*6.7.6.1 Caso haja discrepância de  300 (trezentos) pontos ou mais na nota atribuída pelos corretores (em uma escala de 0 a 1000), a redação  passará por uma terceira correção, realizada por um supervisor. A nota  atribuída pelo supervisor substitui a nota dos demais corretores.
**6.7.6.2 O Inep considera que a metodologia empregada na correção das  redações contempla recurso de ofício.

6.7.7 Em todos os casos expressos abaixo, será atribuída nota zero à redação:
*6.7.7.1 que não atender  a proposta solicitada ou que  possua outra estrutura  textual que  não  seja a do tipo dissertativo-argumentativo, o que configurará “Fuga ao tema /não atendimento ao tipo textual”;
**6.7.7.2 sem texto escrito na  Folha de Redação, que será  considerada “Em  Branco”;
***6.7.7.3 Com até 7 (sete) linhas, qualquer que seja o conteúdo,  que configurará “Texto insuficiente”;
***6.7.7.3.1 Linhas com cópia dos textos motivadores apresentados no Caderno de Questões serão desconsideradas para efeito de correção e de contagem do mínimo de linhas;
****6.7.7.4 Com impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, que será considerada “Anulada”.

6.7.8 O disposto no item 6.7.6.1 também se aplica à correção de uma redação que tiver sido considerada “Fuga ao tema/ não atendimento  ao tipo textual”;será considerada(o)“Anulada” ou  “Texto insuficiente” por um corretor e se, simultaneamente, divergir do considerado pelo outro corretor será  avaliada por um terceiro .



O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) irá recorrer da decisão da Justiça Federal do Maranhão que prevê a inclusão, no edital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011, de cláusula que permita aos candidatos acesso à correção da prova de redação. A informação foi confirmada nesta sexta-feira pelo Ministério da Educação (MEC).
A decisão judicial, em caráter liminar, foi tomada pelo juíz José Carlos do Vale Madeira, da 5ª Vara, e atende a pedido do procurador Israel Gonçalves da Silva, do Ministério Público Federal no Maranhão. Silva também havia solicitado que fosse garantido aos candidatos o direito de questionar o resultado obtido na prova, mas o magistrado rejeitou o pedido, com base no argumento do Inep de que as dimensões do Enem inviabilizariam tal contestação.
Veja on line,24/07/2011.

Informações Úteis

A redação não precisa ser perfeita para ser considerada boa. Mas uma falha é fatal: escrever a lápis. O texto obrigatoriamente deve ser escrito a caneta de tinta azul ou preta, caso contrário, a redação é anulada.

Sem a nota da redação, o candidato não pode se inscrever no Programa Universidade Para Todos (ProUni). 

27% dos candidatos inscritos faltaram à prova do Enem no ano passado. Quase 15 mil candidatos foram eliminados no segundo dia , segundo informações do MEC (Ministério da Educação). É neste dia que a redação é elaborada.  Fizeram textos com menos de dez linhas, ou com desenhos, ou a lápis, ou com palavrões. "É um número baixo perto do volume de estudantes que participa da prova, mas mesmo assim muita gente tem a redação anulada".

Não é necessário ter um texto impecável sem erros de ortografia, para tirar 10 na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para alcançar a nota máxima na prova, o aluno precisa escrever um texto bem "amarrado", que traga argumentos e propostas de soluções para o tema em questão.

"O 'x' da questão é o aluno mostrar para o corretor que ele sabe argumentar sobre o tema proposto. Um acento faltando, uma palavra grafada incorretamente, ou a falta de um hífen não interferem na nossa análise. Não consideramos o erro pelo erro. Avaliamos o erro dentro do contexto", explica a professora Gisele Gama, coordenadora geral de correção das redações do Enem no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pelo exame.

É muito fácil para o corretor identificar o aluno que tem repertório cultural, por isso os erros de ortografia não pesam tanto. Forma e conteúdo andam juntos. Dificilmente um aluno que tem sérios erros conseguirá escrever uma boa redação.

Os temas mais prováveis são aqueles relacionados a atualidades. De qualquer forma, é necessário ler jornais, revistas, saber quais são as notícias do dia-a-dia.


                                                                                              Gizelda

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Para a Narração é preciso talento e ousadia.


NARRAÇÃO

Qualquer  acontecimento do qual participamos, direta ou indiretamente, acarreta uma sucessão de  fatos  passíveis de serem narrados. Logo, o fato é a matéria da narração   (personagens  e circunstâncias).
Leve-se em conta  que,  quando o episódio  é  real, a narração fundamenta-se  em pesquisas;  quando o episódio  é fictício , o narrador deve utilizar  a imaginação.

Costuma-se  fazer uma série  de perguntas e as respostas a elas acaba estabelecendo o que é essencial em um fato narrado.
Exemplificando :

O QUÊ? - o(s) fato(s) que determina(n) a história;
QUEM? - a personagem ou personagens;
COMO? - o enredo, o modo como se tecem os fatos;
ONDE? - o lugar ou lugares da ocorrência
QUANDO? - o momento ou momentos em que se passam os fatos;
POR QUÊ? - a causa do acontecimento.
CONCLUSÃO: ???? A SURPRESA.

Observe como se aplicam no texto de Manuel Bandeira esses elementos:

Tragédia brasileira
Misael, funcionário da Fazenda, com 63 anos de idade.
Conheceu Maria Elvira na Lapa — prostituída com sífilis, dermite nos dedos, uma aliança empenhada e os dentes em petição de miséria.
Misael tirou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado no Estácio, pagou médico, dentista, manicura... Dava tudo quanto ela queria.
Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado.
Misael não queria escândalo. Podia dar urna surra, um tiro, urna facada. Não fez nada disso: mudou de casa.
Viveram três anos assim.
Toda vez que Maria Elvira arranjava namorado, Misael mudava de casa.
Os amantes moraram no Estácio, Rocha, Catete, Rua General Pedra, Olaria, Ramos, Bom Sucesso, Vila Isabel, Rua Marquês de Sapucaí, Niterói, encantado, Rua Clapp, outra vez no Estácio, Todos os Santos, Catumbi, Lavradio, Boca do Mato, Inválidos...
Por fim na Rua da Constituição, onde Misael, privado de sentidos e inteligência, matou-a com seis tiros, e a polícia foi encontrá-la caída em decúbito dorsal, vestida de organdi azul.


Quando vamos redigir uma história, a primeira decisão que se deve tomar é se vamos ou não fazer parte da narrativa. Tanto é possível contar uma história que ocorreu com outras pessoas, como narrar fatos acontecidos conosco. Essa decisão determinará o tipo de narrador a ser utilizado na  composição.  Basicamente,  há  dois tipos:

Narrador
1. Narrador em 1ª pessoa: é aquele que participa da ação, ou seja, que se inclui na narrativa. Trata-se do narrador-personagem.  
2. Narrador em  3ª pessoa: é aquele que não participa da ação, ou seja, não se inclui na narrativa. Temos então o narrador-observador.

Personagens
O(s) protagonista(s)  e/ou  o(s)  antagonista(s): são  os personagens principais .

Se o personagem principal narrar sua própria história , ele assumirá  o foco narrativo ( 1ª pessoa). O narrador, porém , pode ser  um mero observador, fora da trama, imparcial, que a estará narrando  como se contasse  um filme (3ª pessoa).  Há também  o narrador onisciente (  sabe tudo, interfere  na história, dialoga com o leitor).

O Enredo                                                                                                                                     O enredo, ou trama, ou intriga, é o “esqueleto” da narrativa, aquilo que dá sustentação à história, ou seja, é o desenrolar dos acontecimentos. Geralmente, o enredo está centrado num conflito, responsável pelo nível de tensão da narrativa; podemos ter um conflito entre o homem e o meio natural (como ocorre em alguns romances modernistas), entre o homem e o meio social, até chegarmos a narrativas que colocam o homem contra si próprio (como ocorre em romances introspectivos).

O Ambiente                                                                                                  O ambiente é o espaço por onde circulam personagens e se desenrola o enredo. Em alguns casos, é de importância tão fundamental que se transforma em personagem, como no caso do colégio interno em O Ateneu .

O tempo
da ocorrência do fato é, freqüentemente, determinado pelo jogo verbal, por isso é fundamental manter  a sequência verbal correta do texto.


O DESFECHO DA NARRAÇÃO:

Sem dúvida é preciso  talento e criatividade para criar um texto narrativo, mas o desfecho pode significar a diferença entre uma história comum e uma grande história, isto é: um texto com final surpreendente ou com anti-clímax é tudo que se espera de uma autoria brilhante na arte de escrever.

Pode-se criar um texto de suspense, de terror, de humor, um romance, algo sobrenatural, e outros mas jamais  perder a COERÊNCIA, absolutamente essencial em qualquer história.

Estrutura:
- Introdução: Apresenta as personagens, localizando-as no tempo e no espaço.
- Desenvolvimento: Através das ações das personagens, constrói-se a trama e o suspense que culmina no clímax.
- Conclusão: Existem várias maneiras de se concluir uma narração. Esclarecer a trama é apenas uma delas.

Recursos:
Verbos de ação, discursos direto, indireto e indireto livre.

                                                                                              Gizelda 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Geração Delivery

Pais e filhos : da obrigação à permissão.


TEXTO DE APOIO

A geração delivery é o universo do já pronto, do descartável, do já pensado, da rápida entrega e do rápido consumo... E, de preferência, com pouco esforço! Como consequência, ouvimos queixas de pais e de professores que seus filhos/alunos não se esforçam, não querem estudar, não se responsabilizam, não se comprometem É neste novo paradigma, o do botão, que a jovem “geração delivery" está se formando. "Ele estuda dessa forma, distrai-se nesse esquema, vê televisão ligado a vários canais ao mesmo tempo através da TV Cabo, em três línguas diferentes. O computador tem cinco janelas ativas trabalhando simultaneamente, eles estão”on-line" em todos os sentidos. Enquanto acedem aos amigos virtuais, numa orelha têm o telefone, na outra o celular..." Eles estão o tempo todo a estabelecer contatos múltiplos, "rápidos porém superficiais, com o mundo todo, literalmente falando. Tudo ocorre por meio de soluções imediatas, não há tempo para esperar, as decisões e as soluções vêm completamente sem elaboração". O mesmo se passa nos vínculos afetivos onde é a geração do "ficar com", que implica apenas o momento, "tudo rápido, até intenso, mas superficial".

Geração do "gadget" tecnológico e da cultura "trash" (tudo é descartável), são os "fast-kids" a quem não é exigido pensar muito ou imaginar muito pois está tudo prontinho para o "input". Os educadores, ao contrário, estão estressados de tanto trabalhar! Qual a repercussão dessa dinâmica social na qualidade das aprendizagens?

Certamente, já devem estar deduzindo...A aprendizagem é entendida como complexa. Dentre os múltiplos fatores que interferem no ato de aprender estão os aspectos ligados ao desejo de aprender e a mobilidade que o aprendiz desenvolveu e que ele coloca a serviço dessa jornada. Muitos de nós já ouvimos alguém afirmar: “Estude para ser alguém na vida!”. Essa é uma das verdades-parciais que temos de ‘ressignificar’. Essa afirmativa era verdadeira quando frequentar a escola bastava como um diferencial na vida da pessoa. O diploma era até pendurado na parede. Hoje os nossos jovens, apesar de terem tirado a média requerida pela escola, constatam que na vida do trabalho a média é outra. Ser alguém na vida quer dizer: saber pensar e fazer alguma coisa de uma forma bastante particular. Apesar da universalidade do conhecimento, o mercado de trabalho pede “conhecedores”que transitem entre as dimensões do geral e do específico; das peculiaridades de uma camada social ou de uma determinada comunidade ao conhecimento cientificamente organizado. Dentre as qualidades que o mercado de trabalho tem exigido dos cidadãos, a mais solicitada é a possibilidade de resolver problemas de forma competente, ética e responsabilidade, é não somente querer fazer, mas fazer, decidir com rapidez e trazer soluções para as diversidades que se apresentam no mundo real e globalizado..

Se por um lado nossas crianças e jovens da geração delivery têm tido uma dinâmica social voltada ao tudo pronto e de rápida entrega, por outro a sociedade exige um cidadão com instrumentos para identificar o conhecimento, interagir com ele e reconstruí-lo.

Dar-se bem na vida, estudar, aprender, escolarizar-se e tirar um diploma, são conceitos que têm sido revistos. Os professores, diante dessa nova realidade, têm tido de repensar o desempenho de seu papel profissional, sua forma de trabalhar e de se relacionar com seus alunos e com o conhecimento. Se as facilidades da tecnologia e as dificuldades do corre-corre do dia-a-dia conspiram contra a construção do sujeito apto a atender as exigências dos novos tempos, que a escola e os educadores de modo geral, estejam atentos a essa realidade e às reais necessidades de seus alunos e familiares.

Não podemos esquecer que educar é ser formador de cidadãos instrumentalizados para viver com responsabilidade os desafios dessa nova era.

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Os adultos dizem que no seu tempo não era assim, que era tudo mais difícil, que seus pais não os compreendiam, que era preciso “pegar cedo no batente”, que logo deixaram a casa dos pais e foram cuidar da própria vida. Então, parece que realmente hoje está tudo mais fácil.

No entanto, o que vemos são jovens com pouca iniciativa, angustiados diante da escolha profissional, deprimidos, estressados, com dificuldade para sair da casa dos pais e definir seu próprio caminho. Evidentemente, isso não pode ser generalizado, mas é espantoso o número de meninos e meninas nesta situação.

Analisemos, então, algumas destas “facilidades” do mundo moderno – sexo, por exemplo. Realmente, falar sobre sexo, hoje, é muito mais fácil do que antigamente. Discute-se sexo na escola, em casa, na televisão. É mais fácil fazer sexo, também. Existe a pílula anticoncepcional e uma maior tolerância dos pais com relação à prática sexual dos filhos.

Por outro lado, o sexo, hoje, está associado ao perigo da Aids. Morte e sexualidade caminham juntas. À insegurança das primeiras experiências sexuais juntou-se o medo da contaminação. Além disso, sabendo dos riscos de uma gravidez precoce, alguns pais, aflitos (e com razão!), se antecipam aos pedidos dos filhos, levando a pobre menina de doze anos ao ginecologista, assim que ela diz que “ficou” com aquele menino. Ou comprando caixas de camisinhas para o moleque que mal saiu das fraldas! Isso apavora qualquer criança, principalmente numa fase da vida em que a privacidade é tão prezada.

Aliás, esta é outra questão: há privacidade no mundo contemporâneo? De tudo se fala abertamente. Pais comentam com os filhos sobre sua vida sexual. Se são separados, contam aos filhos sobre seus namoros, paqueras, com quem “ficaram”. Não parece que as coisas estão um pouco invertidas? Não é (ou era) esse justamente o papel dos pais, escutar as aventuras dos filhos?

Será que ser amigo é ser confidente? Atendo uma garota que me diz que ela e a mãe são muito amigas, que a mãe lhe conta tudo, não tem segredos para com ela. Só que ela não conta tudo à mãe. Primeiro, porque não sobra espaço para ela, pois sente que suas histórias “são um lixo” comparadas com as grandes histórias da mãe. E depois, porque a mãe faz tantas coisas de adolescente, que ela se pergunta quem deve dar conselhos a quem.

Cybelle Weinberg, psicopedagoga, usa este desabafo real para dizer que "ser adolescente, hoje, é muito mais difícil do que o foi em épocas passadas". Por quê? Porque hoje é tudo mais fácil. Aparentemente, talvez.
"Geração Delivery - Adolescer no mundo atual", coordenado por Cybelle Weinberg. Foi este ano publicado no Brasil (Sá Editora) e dá conta da preocupação de psicólogos, médicos, psiquiatras, pedagogos e professores com os nossos adolescentes.



PROPOSTA
Seja jovem, seja feliz, seja magro, seja bem informado, seja alguém de sucesso!Estas são as palavras de ordem do mundo contemporâneo. Se o mundo está difícil para nós, adultos, o que pensar para os adolescentes?Vivemos numa época em que as mudanças, decorrentes de novas descobertas e invenções, ocorrem num ritmo vertiginoso.
A questão é: o que os jovens estão fazendo com essas novas informações, em que estão sendo beneficiados e/ou perturbados pelas transformações sociais?

Em clínicas e fora delas há queixas de adolescentes que se sentem perdidos, apáticos ou ansiosos quanto ao seu futuro. Os pais parecem ainda mais perdidos do que eles.

O que significa, então, adolescer no mundo atual?

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Será que você acertou?





GABARITO DAS QUESTÕES FUVEST

1-Resolução:


a) Rodar. Essa é a palavra que estabelece de maneira mais marcante a relação entre patrocinador e patrocinado porque pode ser associada tanto ao deslocamento dos veículos abastecidos pelo combustível fornecido pela BR Distribuidora — o patrocinador — quanto à filmagem de mais fitas, que depois serão exibidas na Mostra BR de Cinema — o patrocinado.
Trata-se de um caso de exploração da polissemia, ou seja, dos vários sentidos que uma mesma palavra pode assumir, dependendo do contexto em que ocorra, para reforçar uma relação entre dois universos de significado: o rodoviário e o cinematográfico.

b) Duas leituras possíveis dessa frase são:
• Na condição de ator de cinema, você desempenhará a função de um personagem de destaque.
• Na condição de consumidor de combustível, você dará uma contribuição expressiva para que mais filmes possam ser feitos.

2-Resolução:
a) O paradoxo se caracteriza pela atribuição simultânea de idéias opostas.
A graça na fala do garçom reside na oposição entre os trechos “raio de língua” e “eu percebo tudo”. Essas expressões configuram o paradoxo na medida em que “raio de língua” revela uma reação de estranheza, e o trecho “eu percebo tudo” opõe-se a essa atitude, pois, embora aparentasse desconhecer a língua que os brasileiros estavam falando, o garçom a compreendia integralmente.
b) Assim fica a fala do garçom transposta para o discurso indireto:O garçom lhes perguntou, intrigado, que raio de língua era aquela que estavam lá a falar, que ele percebia tudo.

3- Resolução:
a) Não há dúvida de que a correção feita pelo jornal é perfeitamente justificável do ponto de vista gramatical. A frase correta é, de fato, Alugam-se moças.Inaceitável é o comentário, segundo o qual o erro que o título traz é de natureza ortográfica. Trata-se, na verdade,de um erro sintático, mais precisamente, de um erro de concordância verbal. No caso, como o se é pronome apassivador, o sujeito da oração é moças, e o verbo deve, portanto, ir para o plural: alugam-se moças equivale a moças são alugadas.
Quanto à expressão um dos maiores erros, convém observar que toda mensuração comparativa de erros é, no mínimo, discutível, sejam eles de que natureza forem.

b) Em caso de dúvida, aceite ajuda somente de funcionário do banco.
Observação: Na forma em que o aviso está originariamente redigido (somente associado a aceite), sugere-se que, em caso de dúvida, não se faça nada, a não ser aceitar a ajuda de funcionário do banco.

4- Resolução:
a) Ainda hoje, esta singela quadrinha de propaganda é cantada no rádio por vozes bem afinadas.
b) “Novinhas em folha” justifica-se pela remissão a “desabrocham”; “resplandecentes”, pela remissão a “a luz do sol”.

5- Resolução:
a) O emprego da locução “graças à” é mais adequado na segunda frase, já que o significado do substantivo graças é marcado por traços positivos (ao menos no sentido literal): uma dádiva independente do mérito de quem a recebe, uma benevolência. Segundo esse ponto de vista, usa-se graças à preferentemente antes de causa geradora de evento desejável, como ocorre na frase II, e não na I. Diz-se graças à colaboração, ao grande espírito público, à generosidade. Salvo ironia, não se diz: graças à doença, à guerra, ao azar.
b) Os trechos podem ser reescritos por: “devido à exploração” e “por causa da globalização”. Nas duas frases, caberiam ainda termos como “em razão de” ou “por obra de”. Na segunda, seria também possível usar “em virtude de”.

6- Resolução:
a) Ao se estabelecer a comparação introduzida por Assim como, há pelo menos duas possibilidades para os versos:
• Assim como a tua saudade,/o aço da navalha também corta...
• Assim como a tua saudade corta,/ também o aço da navalha...
b) Se o verbo “atrapalhar” estivesse flexionado em acordo com a norma-padrão, a sonoridade da quadra heptassilábica  estaria comprometida, pois estaria desfeita a rima com a palavra “faia”.
Além disso, vale dizer que, com a modificação, o efeito de sentido seria prejudicado, porque a troca implicaria uma incoerência lingüística, uma vez que o restante do texto apresenta traços da variante falada popular e informal da língua caipira

7-O paradoxo está em "sublime sordidez",pois uma atitude sublime antepõe-se à sórdida.

8-a) A predominância do pretérito perfeito no primeiro parágrafo indica o aspecto pontual das ações
de Fabiano. Já o emprego das formas verbais no pretérito imperfeito (“torcia” e “chiava”) traduz uma
ação durativa, inacabada, que enfatiza o estado de euforia das personagens, tomadas por uma alegria
duradoura, embora ingênua.
b) Ao ver o preá chiando “no espeto de alecrim”, Fabiano começa a sonhar com uma vida melhor
para a família. Assim, as formas verbais no futuro do pretérito (“vestiria”, “remoçaria”, “renasceria” e “seria”) produzem um efeito de sentido de probabilidade que funciona como uma passagem para
um mundo idealizado.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Fuvest /segunda fase...vamos treinar?

1-BR. Contribuindo para o cinema brasileiro rodar cada vez melhor.

A Petrobras Distribuidora sempre investiu na cultura do País e acreditou no potencial do cinema brasileiro. E a Mostra BR de Cinema é um exemplo disso. Sucesso de público e crítica, hoje a Mostra já está na sua 26ª edição e sua qualidade é reconhecida por cineastas do mundo todo. E você tem um papel muito importante nesta história: toda vez que abastecer em um Posto BR estará contribuindo também para o cinema brasileirorodar cada vez mais.
(Adaptado do Catálogo da 26ª Mostra BR de Cinema — out/2002)

Considerando os elementos visuais e verbais que constituem este anúncio, identifique no texto
a) a palavra que estabelece de modo mais eficaz uma relação entre patrocinado e patrocinador. Justifique sua resposta.
b) duas possíveis leituras da frase E você tem um papel muito importante nesta história.

2-Conta-me Claúdio Mello e Souza. Estando em um café de Lisboa a conversar com dois amigos brasileiros, foram eles interrompidos pelo garçom, que perguntou, intrigado:
— Que raio de língua é essa que estão aí a falar, que eu percebo(*) tudo?
(*) percebo = compreendo
(Rubem Braga)

a) A graça da fala do garçom reside num paradoxo. Destaque dessa fala as expressões que constituem esse paradoxo. Justifique.
b) Transponha a fala do garçom para o discurso indireto. Comece com: O garçom lhes perguntou, intrigado, que raio de língua... .


3-Responda ao que se pede:
a) Noticiando o lançamento de um dicionário de filmes brasileiros, um jornal fez o seguinte comentário a propósito do filme “Aluga-se moças”, de 1981: O título traz um dos maiores erros ortográficos já vistos no cinema brasileiro. O título correto do longa seria “Alugam-se moças”.

a)O comentário e a correção feitos pelo jornal são justificáveis do ponto de vista gramatical? Por quê?
b) Ao lado de um caixa eletrônico de um grande banco, pode ser lido o seguinte aviso: Em caso de dúvida, somente aceite ajuda de funcionário do banco.
c)Reescreva a frase, posicionando adequadamente o termo sublinhado, de modo a eliminar a ambigüidade nela existente.

4-Décadas atrás, vozes bem afinadas cantavam no rádio esta singela quadrinha de propaganda:
As rosas desabrocham
Com a luz do sol,
E a beleza das mulheres
Com o creme Rugol.
Os versos nunca fizeram inveja a Camões, mas eram bonitinhos. E sabe-se lá quantas senhoras não foram
atrás do creme Rugol para se sentirem novinhas em folha, rosas resplandecentes.
(Quintino Miranda)

a) Reescreva o primeiro parágrafo do texto, substituindo “Décadas atrás” por “Ainda hoje” e transpondo a forma verbal para a voz passiva. Faça as adaptações necessárias.
b) Que expressões da quadrinha justificam o emprego de novinhas em folha e de resplandecentes, no comentário feito pelo autor do texto?

5-Leia as seguintes frases:
I — A globalização pode ser negativa se a internacionalização econômica beneficiar uns graças à exploração de outros.
II — Educação, saúde, saneamento básico, rede elétrica, telecomunicações e transporte são bens que, graças à globalização, atingem um número maior de indivíduos.

a) Em qual das frases seria mais adequado o emprego da locução assinalada, caso fosse levado em conta o significado do substantivo graças? Justifique sua resposta.
b) Reescreva os trechos “graças à exploração” e “graças à globalização”, substituindo a locução sublinhada por outra equivalente quanto ao sentido. Procure usar uma locução diferente para cada trecho.

6-A tua saudade corta
como aço de navaia...
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia...
E os óio se enche d’água
Que até a vista se atrapaia, ai, ai...
(Fragmento de “Cuitelinho”, canção folclórica)

a) Nos dois primeiros versos há uma comparação. Reconstrua esses versos numa frase iniciada por “Assim como (...)”, preservando os elementos comparados e o sentido da comparação.
b) Se a forma do verbo atrapalhar estivesse flexionada de acordo com a norma-padrão, haveria prejuízo para o efeito de sonoridade explorado no final do último verso? Por quê?

7-“Desses dias de sublime sordidez só conservo a impressão de uma alcova forrada de cretones sujos(...)” ( A Cidade as Serras)
Qual é o paradoxo impresso nesse período?

8-Leia o excerto, observando as diferentes formas verbais.
Chegou. Pôs a cuia no chão, escorou-a com pedras, matou a sede da família. Em seguida acocorou-se, remexeu o aió, tirou o fuzil, acendeu as raízes de macambira, soprou-as, inchando as bochechas cavadas.Uma labareda tremeu, elevou-se, tingiu-lhe o rosto queimado, a barba ruiva, os olhos azuis. Minutos depois o preá torcia-se e chiava no espeto de alecrim.
Eram todos felizes. Sinha Vitória vestiria uma saia larga de ramagens. A cara murcha de sinha Vitória remoçaria (…).
A fazenda renasceria — e ele, Fabiano, seria o vaqueiro, para bem dizer seria dono daquele mundo.
(Graciliano Ramos, Vidas secas)

a) Considerando que no primeiro parágrafo predomina o pretérito perfeito, justifique o emprego do imperfeito em “o preá torcia-se e chiava no espeto de alecrim”.
b) Explique o efeito de sentido produzido no excerto pelo emprego do futuro do pretérito.


 O GABARITO será exposto em nova postagem.

domingo, 8 de maio de 2011

Assédio Moral é tema de redação!


Assédio Moral –um dos males do século XXI

Texto I
O tema harcèlement moral (assédio moral) na França; bullying (tiranizar) na Inglaterra; mobbing (molestar) nos Estados Unidos e murahachibu (ostracismo social) no Japão recebeu a primeira denúncia de uma jornalista inglesa, Andréa Adams que, após dois documentários sobre o assunto, com enorme repercussão, escreveu o livro “Bullying at Work” em 1992. Andréa faleceu, de câncer, em 1995 em plena campanha para transformar em delito o psicoterrorismo no trabalho como ocorreu com a questão do assédio sexual. Mas hoje, ainda apenas a Suécia, Alemanha, Itália, Austrália e Estados Unidos tem legislação para proteger as vítimas do assédio moral. Em nível mundial as pesquisas comprovam que as enormes quantidades de vítimas do Assédio Moral sofrem graves depressões, quebra de auto-estima, desenvolvem problemas de saúde generalizados, problemas familiares e alguns chegam a cometer suicídio.
Mas o que é, realmente, o Assédio Moral?
Aqui sim, em comparação com o assédio sexual, o assédio moral também é fruto da ação da chefia, que no uso do poder que lhe é outorgado, reserva-se, por vezes, o direito de torturar o seu subordinado de várias maneiras.
-Estratégias do agressor

Escolher a vítima e isolar do grupo.
Impedir de se expressar e não explicar o porquê.
Fragilizar, ridicularizar, inferiorizar, menosprezar em frente aos pares.
Culpabilizar/responsabilizar publicamente, podendo os comentários de sua incapacidade invadir, inclusive, o espaço familiar.
Desestabilizar emocional e profissionalmente. A vítima gradativamente vai perdendo simultaneamente sua autoconfiança e o interesse pelo trabalho.
Destruir a vítima (desencadeamento ou agravamento de doenças pré-existentes). A destruição da vítima engloba vigilância acentuada e constante. A vítima se isola da família e amigos, passando muitas vezes a usar drogas, principalmente o álcool.
Livrar-se das vítimas que são forçados/as a pedir demissão ou são demitidos/as, frequentemente, por insubordinação.

A explicitação do assédio moral:
Gestos, condutas abusivas e constrangedoras, humilhar repetidamente, inferiorizar, amedrontar, menosprezar ou desprezar, ironizar, difamar, ridicularizar, risinhos, suspiros, piadas jocosas relacionadas ao sexo, ser indiferente à presença do/a outro/a, estigmatizar os/as adoecidos/as pelo e para o trabalho, colocá-los/as em situações vexatórias, falar baixinho acerca da pessoa, olhar e não ver ou ignorar sua presença, rir daquele/a que apresenta dificuldades, não cumprimentar, sugerir que peçam demissão, dar tarefas sem sentido ou que jamais serão utilizadas ou mesmo irão para o lixo, dar tarefas através de terceiros ou colocar em sua mesa sem avisar, controlar o tempo de idas ao banheiro, tornar público algo íntimo do/a subordinado/a, não explicar a causa da perseguição, difamar, ridicularizar.

As manifestações do assédio segundo o sexo:
Com as mulheres: os controles são diversificados e visam intimidar, submeter, proibir a fala, interditar a fisiologia, controlando tempo e frequência de permanência nos banheiros. Relaciona atestados médicos e faltas à suspensão de cestas básicas ou promoções.
Com os homens: atingem a virilidade, preferencialmente.

É evidente que muitos dirão que na função de chefia algumas “ações educativas” são necessárias. Particularmente diria mais ainda: qualquer chefe tem o poder e o direito de demitir qualquer subordinado, mas, torturá-lo psicologicamente não faz parte dos seus direitos em nenhuma hipótese!
É importante que façamos clara distinção entre as características de assédio moral e a pressão da chefia pelo cumprimento de prazos, metas e objetivos do negócio. Mais ainda, entendemos que a pressão da competitividade contagia a ação das chefias tornando-os exigentes e, muitas vezes fazendo-os considerar que seus subordinados podem fazer mais do que imaginam que podem. Sem dúvida não discordo desse ponto de vista. Reforço que a exigência de superação sempre está acompanhada de significativa dose de confiança e preocupação pelo desenvolvimento dos subordinados. A chefia pode, e deve, pressionar com frequência e exigir que seus subordinados se superem. Mas presumo que fique claro que não é a isso que se refere o assédio moral.(...)

A solidão de quem recebe um assédio moral é, também, extrema porque o medo do desemprego de um lado e o temor causado pela pressão cala as vítimas que não podem contar sequer com o apoio dos colegas que tem receio de tornar-se as próximas vítimas. Por outro lado a queixa do fato aos níveis superiores na empresa pode consignar-se como choque de personalidades, ou egos, resistência à mudanças, nova forma de administração, reorganização ou, simplesmente, são rejeitadas.
Isso tudo porque, uma das características mais freqüentes no perfil do chefe torturador é o seu “bom mocismo”. Ele sempre está posando de bem intencionado, está sempre pensando no melhor para seu subordinado e, na presença de outros, seus discursos exploram o inverso do seu comportamento. É um fato muito característico, parecendo que ele precisa reforçar esse comportamento para acreditar que o pratica, ou fazer os outros acreditarem.

Fontes (Bernardo Leite- Consultoria empresarial)/(IBGE-Grupo de estudos da Cidadania)

A 'manipulação’ dos afetos e sentimentos.

O que está muitas vezes na origem do assédio moral é a rivalidade e/ou o ciúme. No mundo do trabalho, nas empresas, os métodos de gestão colocam cada vez mais as pessoas em situação de rivalidade, como se fosse necessário separar as pessoas, colocá-las umas contra as outras e o resultado disto é que temos cada vez mais individualismo, cada vez menos trabalho coletivo, visão coletiva para se defender. O assédio moral é possível porque as pessoas estão sós. Quando há um grupo que se defende, que reage, o assédio moral pode ser parado, pode- se evitar a destruição das pessoas.
O assédio moral e suas consequências à saúde.

As conseqüências do assédio moral são de vários tipos e são muito graves no que diz respeito à saúde. São depressões e, eventualmente, suicídios. São também distúrbios psicossomáticos muito importantes e muito graves. Pessoas cuja saúde é destruída por distúrbios cardíacos, endócrinos e digestivos. Estes distúrbios às vezes são irreversíveis. O que podemos constatar é que quanto mais o assédio moral é prolongado, mais graves são as consequências á saúde.
A importância da prevenção.

É fundamental antecipar para evitar este tipo de agressão e fazer um trabalho preventivo para que haja cada vez menos assédio moral. Vi pessoas que tinham resistido ao assédio moral e que, no final de uma luta, com apoio de advogados acabaram por serem ouvidas e reconhecidas como vítimas de assédio moral, mas eu diria que foram ouvidas tarde demais, após dois anos de combate,por exemplo. Penso, num caso em que uma pessoa foi reconhecida como vítima de assédio moral e que foi indenizada mas, quando isto ocorreu, ela tinha perdido sua saúde, estava com problemas no casamento porque não tinha tido renda durante dois anos. Esta pessoa foi reintegrada no seu cargo depois de dois anos mas sofria de problemas cardíacos, problemas de diabete, de colesterol, de distúrbios que, infelizmente, estavam bastante avançados e esta pessoa não teve condições de retomar seu trabalho por motivo de saúde.
As consequências são muito graves a curto prazo mas, também, a longo prazo. Este tipo de procedimento leva a desmotivação, porque quando somos humilhados no local de trabalho, quando somos desqualificados não temos mais vontade de trabalhar, não se tem mais vontade de dar o melhor de si mesmo. Acho uma lástima que se desperdice assim a boa vontade das pessoas que querem produzir, ser eficientes, que gostam do seu trabalho, levando –as a se sentirem desmotivadas com relação ao mundo do trabalho em geral.
Marie France Hirigoyen (pesquisadora francesa, psiquiatra, psicanalista)

Proposta

As perspectivas são sombrias para as duas próximas décadas, pois segundo a OIT* e Organização Mundial da Saúde, estas serão as décadas do ‘mal estar na globalização’ onde predominará depressões, angustias e outros danos psíquicos, relacionados com as novas políticas de gestão na organização de trabalho .Assédio moral ou violência moral no trabalho não é um fenômeno novo. Pode-se dizer que ele é tão antigo quanto o trabalho.A novidade reside na intensificação, gravidade, amplitude e banalização do fenômeno e na abordagem que tenta estabelecer o nexo-causal com a organização do trabalho e tratá-lo como não inerente ao trabalho. A reflexão e o debate sobre o tema são recentes no Brasil.
(*) texto da OIT sobre o assunto no link: http://www.ilo.org/public/spanish/bureau/inf/pr/2000/37.htm


Assuma uma postura crítica, desenvolvendo um texto de , aproximadamente, 25 linhas sobre o tema exposto
Coesão, coerência, clareza,correção são essenciais à norma culta. Dê título ao seu texto.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

De olho no ENEM...Fique ligado! Redação para você!


O resgate dos mineiros no Chile : solidariedade e superação.


1-
coragem
(francês courage) s. f.
1. Firmeza de ânimo ante o perigo, os reveses, os sofrimentos.
2. Fig. Constância, perseverança (com que se prossegue no que é difícil de conseguir).

superar -
(latim supero, -are, estar acima, sobressair, dominar)v. tr.
1. Ser superior a; galgar.
2. Exceder.
3. Vencer; ultrapassar; subjugar.

superação
(superar + -ção) s. f.
Ato ou efeito de superar ou de se superar.

solidariedade s. f.
1. Qualidade do que é solidário.
2. Dependência mútua.
3. Reciprocidade de obrigações e interesses.
4. Direito de reclamar só para si o que se deve a todos.

2-
O sucesso do resgate de 33 mineiros no Chile, que ficaram presos na mina San José durante 69 dias – quando o último foi retirado, emocionou o mundo e deixou várias lições. Uma delas é a importância do trabalho de um líder, a fim de que o objetivo possa ser alcançado.
Há uma teoria de liderança situacional, que demonstra ser o líder ideal uma função do indivíduo, do grupo e da situação. No caso do líder Luis Urzúa (54 anos), que foi o último mineiro a ser resgatado, suas revelações para superar todos os obstáculos merecem reflexão: calma – autocontrole (uso da inteligência emocional), persistência, fé em Deus, meditação, trabalho em equipe... A decisão de Urzúa de ser o último a deixar a mina foi uma demonstração de grandeza e é digna de um líder.Há os que apenas comandam equipes, pessoas ou nações. Mas, há ainda, os que comandam e lideram baseados em princípios. Isto faz uma enorme diferença.

Os mineiros do Chile :transformaram um problema onde poderiam apontar muitos culpados, em um acontecimento que culminou em união nacional. Deixaram as diferenças de lado e colocaram o Ser Humano em primeiro lugar. Dedicaram tempo e dinheiro (estima-se US$ 22 milhões) em uma operação arriscada e inédita no mundo para salvar 33 vidas de operários desconhecidos, mas que tem importância fundamental no desenvolvimento e construção do país. É o que esta classe simboliza.

Não podemos esquecer que pouquíssimo tempo atrás o Chile passou também por um grande terremoto e ainda se recupera do mesmo. Este novo acontecimento, claro, foi explorado pelo Governo para motivar seu povo, mostrar que o país é capaz de vencer grandes obstáculos quando permanece unido, quando juntos seguem em prol de um objetivo.

Esta operação tem muito a nos ensinar. Traz lições que devemos estudar, refletir e aplicar, se julgarmos coerente, em diversas fases de nossas vidas pessoais e profissionais. As principais são: Juntos, trabalhando com a filosofia do “agregar” todos podemos mais; Paciência e planejamento são fundamentais para o sucesso. Não se pode correr ou afobar em momentos de crise, precisamos ir com calma, mas sempre; Lideranças (naturais ou definidas) são fundamentais; Pessoas tem o poder de motivar pessoas, e motivação é algo que faz todo mundo ir mais longe.

O grito de guerra que não era apenas uma comemoração de mais uma etapa concluída, é um grito de união, solidariedade, força, incentivo para os que chegam à superfície, para os que partem para a mina para auxiliar no resgate, e para os que aguardam, ansiosamente, o resgate dos demais. O Presidente Sebastián Piñera (líder definido) e o mineiro Luis Urzúa Iribarren (líder nato) tiveram papeis fundamentais para o sucesso do resgate. Cada qual manteve suas equipes unidas e concentradas, trabalhando para atingir o objetivo comum.

Esse caso nos ajuda a refletir sobre duas coisas: a superação humana e o o avanço tecnológico. Ninguém esperava que o ser humano fosse capaz de sobreviver 17 dias apenas com uma lata de atum para 33 pessoas. Ninguém esperava também, nem mesmo a própria equipe de resgate, que a perfuração do túnel que irá içar os mineiros duraria tão pouco tempo. As previsões iniciais mais otimistas eram novembro. Mas mais impressionante do que isso, é saber que a solidariedade é algo presente no instinto humano nos momentos mais complicados.

Os mineiros deixam para nós e para o mundo, uma imensa prova de superação, solidariedade e amor ao próximo.
Fontes : Veja, Istoé, Época

3-Quanto mais transversal for a leitura que uma pessoa fizer da realidade que a cerca, mais próxima estará de uma compreensão mais ampla desta realidade complexa . Mais eficiente serão suas decisões, porque terá contado com análise baseada na teia das forças dinâmicas da vida para analisá-la, em múltiplas direções a redor da sua própria existência.
Atitudes dependem da disposição de assumir que uma mudança começa sempre internamente, refletindo-se no ambiente ao redor e que tudo, enfim, é fruto da qualidade dos relacionamentos estabelecidos.
É urgente que um novo modelo mental, portanto, seja inaugurado caso queiramos atingir os objetivos traçados – seja em empresas,seja na sociedade, seja em nossa vida comum.É de Gandhi a célebre frase “seja a mudança que você quer ver no mundo”.
Portanto, é essencial que se faça uma leitura critica, sob um prisma diferenciado, do que foi o resgate no Chile. É importante salientar os valores humanos que estiveram em cena durante esse triste episódio que, felizmente, transformou-se em motivo de comemoração e orgulho.



Proposta :
crie um texto dissertativo sobre : O PODER QUE O HOMEM TEM DE VENCER AS ADVERSIDADES.