quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Redação : o brasileiro é falso moralista?




Há um ano, a mídia em peso estampou em manchetes, artigos de opinião e outros o bizarro acontecimento  no qual uma liga de mulheres ,acolhida pela Secretaria de Políticas para Mulheres, pretendeu retirar do ar (TV) uma campanha publicitária  estrelada por Gisele Bündchen , vestindo lingerie..Por quê ? Bem...o falso moralismo ronda a nossa sociedade. O fato , aparentemente cômico, na verdade, é triste. Dê uma olhadinha no vídeo da campanha.







PROPOSTA:
Assim se cria uma polêmica : uma propaganda original e bem humorada é colocada na TV em horário nobre ,mas os espectadores a veem , cada qual, sob seu ponto de vista. Sem dúvida, essa discussão dirigiu muitos olhares para a indústria de lingerie  que  a autorizou, porém provocou reações dos que a consideram sexista .A verdade é que a mídia transformou o assunto em manchetes da semana, portanto em pauta para discussões .O que deixou claro, por trás dos fatos, foi O FALSO MORALISMO DO QUAL A SOCIEDADE SE ALIMENTA.

Redija um texto dissertativo sobre o assunto. Dê-lhe um título.


Falso Moralismo :O falso moralista é uma pessoa, que prega a moral e os bons costumes, porem no seu dia-a-dia não pratica a moral que ele defende ou julga correta.                                                                O político que prega contra o roubo e no final sai com dinheiro na cueca é um falso moralista!

Texto 1
Querem cobrir a lingerie da Gisele
Gisele Bündchen de calcinha e sutiã. Alguém aí é contra?
O pior é que tem gente que é – e nem é o maridão da moça.
É um braço do governo, com status de Ministério, que resolveu implicar contra aquilo que não passa de uma brincadeira bem humorada de uma marca de lingerie. O alvo da Secretaria de Políticas para Mulheres é a campanha “Hope ensina”. Uma aula de sedução. Nada do tipo “tirem as crianças da sala”. Totalmente inofensiva.
A Secretaria – de quem a gente não ouve falar nunca a não ser em episódios ridículos como este – diz que muita gente tem protestado contra o anúncio.
Muita gente quem? As Senhoras de Santana? O bispo de Guarulhos? A TFP? O capitão Bolsonaro? A bancada do DEM?
Por que esses agentes das trevas sempre se encobrem no anonimato? Quero ver os nomes. Quero saber quem são os dedos-duros.
Ofender-se à visão de uma Gisele no esplendor de sua forma é, tenho para mim, uma forma de psicopatia. Não tem nada a ver com moral, sexo ou decência.
Gisele, brasileira bem-sucedida, reconhecida internacionalmente, exemplo para toda mulher – logo ela.
Vai ser um vexame de dimensões mundiais se o Conar – O Conselho de Auto-regulamentação da Publicidade – acatar o pito da Secretaria das Mulheres.
Mas, como todo órgão com poder de censura, do Conar pode-se esperar tudo. Em especial, o pior.
Nirlando Beirão / Carta Capital / 29 de setembro de 2011.


Texto 2
O surpreendente na atitude censora da SPM é que não se viu qualquer manifestação em defesa da dignidade da mulher quando a deputada federal Jaqueline Roriz é flagrada pegando dinheiro sujo para sua campanha eleitoral ou quando sua colega Ana Arraes ganha um cargo vitalício no TCU apenas por ser mãe de do governador Eduardo Campos.

Responda aí, senhora leitora desta coluna: O que é mais aviltante para uma mulher? Usar seu poder de sedução na intimidade do quarto do casal; ser flagrada metendo a mão no dinheiro do povo, ou ganhar um cargo no TCU por causa do filho?
Ser mulher objeto é uma ofensa que para a SPM tem  variantes não do ponto de vista da defesa da integridade feminina, mas por um olhar com fortes conotações ideológicas para não dizer estéticas.

Gisele Bündchen é bem diferente das mulheres que todos os dias a televisão nos mostra vendendo cervejas com a bunda, fazendo sexo na novela das nove, promovendo favores em postos oficiais importantes, enfiando dinheiro sujo nas bolsas Louis Vuitton e assumindo cargos em tribunais de contas pela condição materna.
 Arnaldo Jabor

Texto 3
 Para o professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing José Carlos Rodrigues, episódio embute o risco de o julgamento moral de uma minoria ser imposto à maioria. “O conceito de certo e errado é moral, coisa de religião. O papel do governo não é doutrinar nem fazer pregação. É seguir a sociedade, não o contrário”, diz. O alerta não é muito diferente daquele que surge quando o governo insiste na instalação de "conselhos" para "supervisionar" a imprensa. Um desculpa para censurar.

OBS : o tema a ser desenvolvido não é a propaganda que, no caso, é uma exemplo claro de falso moralismo, hipocrisia social, censura e outros. NÃO FUJA DA PROPOSTA.





Um comentário:

  1. por favor pode postar informações sobre o 'pajem' do "Auto da Barca do Inferno" ,é urgente tente posta-las hoje mesmo o mais cedo possivel ,muitissimo obrigada.

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